quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Causos da Serra da Mantiqueira 2: O bebado e Tiradentes
sábado, 7 de agosto de 2010
A melhor frase do dia de ontem.
sábado, 17 de julho de 2010
Causos da serra da mantiqueira: o mui douto professor médico
sábado, 10 de julho de 2010
Melhor tópico da noite: Lima Barreto.
Afonso Henrique de Lima Barreto, assim era seu nome completo, nome completo de Lima, um “mulataço” que andava com a barba por fazer, sujo e mal vestido, concentrado sempre no próximo passo, como que em uma luta incessante contra o cambaleio. Vermelho, diziam ainda, de álcool ou de febre, não sabiam diferenciar. Contraste não parece? Um literato, escritor que hoje figura como um dos grandes nomes da literatura brasileira, aparecer assim, largado.
Lima Barreto nasceu ainda sob a autoridade do Império, no Rio de Janeiro em 1881, no dia 13 de maio, para morrer na mesma cidade no ano de 1922, faltando apenas oito anos para o fim de nosso primeiro período republicano. Morreu cedo, é verdade, passando pouco dos quarenta anos, vivendo bem trinta anos nesse Brasil da Primeira República.
Uma de suas principais obras é o conto “O Homem que sabia javanês”. Lá, Lima nós conta uma conversa na confeitaria, regrada a cerveja, entre dois amigos, um deles, chamava-se Castelo, um cônsul brasileiro.
Castelo é um picareta e bacharel, andava pregando golpes e fazendo dívidas de pensão em pensão, até que sua sorte mudou. Em um dia viu no jornal um anúncio que se procurava um professor de javanês, viu ai uma boa oportunidade de fazer dinheiro. Quem saberia tal língua? Poucos, para não dizer ninguém. Dominando o mundo das aparências Castelo se apresenta como professor, munido de conhecimentos elementares sobre essa língua e muitas curiosidades sobre Java, acaba por iludir o barão que tinha publicado o anúncio. Cai nas graças do barão que por sua “destreza” no javanês indica-o ao consulado, lá ainda fingindo saber a língua faz carreira e vive as custas do estado para fazer algo que não sabe, enganando aqueles que acham que o saber mais vale pela estética que pelo conhecimento.
O pequeno conto vale ser lido, pois se Lima Barreto recebeu muitas críticas pelo seu pouco “refinamento artístico” quando publicou seu primeiro livro, nesse conto o talento transborda ao final de cada linha. Lima ao apresentar a personagem Castelo – o nome já é por si só revelador – busca atingir o mundo formado no funcionalismo público da Primeira República e o seu representante é justamente um homem deplorável, Castelo, se fosse real, seria uma vergonha para escola diplomática brasileira.
A crítica de Lima Barreto penetra fundo, vai desde as nomeação de cargos até o a qualidade da gente que esse “novo Brasil” tenta fazer nascer.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ciro Gomes também está enlouquecendo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010
Divirta-se!
Boa noite, caros. Essa noite cá estou eu pra falar sobre um assunto básico, mas que merece certa reflexão dada a importância no nosso cotidiano: a diversão.A diversão é sim, ao contrário do que pensam nossos pais, avós e mestres, parte essencial de uma vida saudável. Isso me veio à cabeça ao conversar com alguns colegas queixosos e fazer um retrospecto do meu cotidiano nesse triste ano de 2010. Aulas o dia todo, animo pra nada, engordei uns 5kg nesses 3 meses (pizza 2 vezes por semana), faço a barba com uma frequência menor que seu bisavô faz sexo, nao piso fora de casa em final de semana (só em caso de mais aula, de ter que dar aula ou pra comprar cigarro/coca cola), estou fumando mais que gostaria... enfim, tá uma coisa horrorosa. Tá faltando algo pra me alegrar.
Disso tudo caros, se eu tenho algum conselho pra lhes dar, é esse: não faça um curso integral. Vc sai cedo, volta tarde, tem coisas extras pra fazer, tem que estudar, tem que manter uma vida social e ainda manter um hobby. Isso seria perfeitamente possivel se o dia tivesse 50 horas, ou se você estudar num curso de meio período! Como nenhum dos dois é meu caso ou caso dos colegas com os quais conversei, ficamos apenas com o necessário pra nao bombar ou foder o futuro profissional: adeus hobby e vida social.
Por isso, queridos, reservem uma horinha ou duas do seu dia pra ver tv, jogar um jogo (http://www.kongregate.com/), ler um bom livro, sair com aquela mina que nem é tão daora mas ta dando mole ou socar uma bronha se tiver sem grana pra sair. Arranje tempo no seu dia para, religiosamente, comer bem ou fazer algum exercício. Você vai ver que no final das contas, vai valer a pena. Você sai do grupo de risco para sindrome coronariana aguda, cancer de pulmão, bexiga, estomago e cólon, enfisema, seminoma, e outras entidades nosológicas ainda menos agradáveis.
Enfim, fica aí a mensagem e mais um sincero pedido de desculpas por mais um post que se distancia da objetividade e calculismo esperado por um firme seguidor do método cartesiano, do empirismo científico e dos descritores booleano e por me aproximar do que tange o sentimento e a dita 'alma' humana, mas o conforto trazido por essa redação é de grnade valia, quando se está tão fodido assim. Até!
ps: alguém pegou a piada no ultimo parágrafo?
quarta-feira, 24 de março de 2010
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Burn Out

Burn out é um termo utilizado para 'exaustão', tanto física quanto psicológica. Pode acontecer por diversos motivos, mas é relacionado principalmente ao trabalho, e inclui cansaço fisico e mental, falta de interesse e apatia. Mas por que diabos estou falando disso?
estava lendo os posts das férias, e juro, me bateu uma quase depressão. Ah... bons tempos aqueles em que a nossa maior preocupação era nao acordar cedo o suficiente (13h) para o churrasco da tarde, ou beber muito no churrasco e nao aguentar a noitada.
Agora, duas da manhã, cá estou eu neste ph negativo, local de exercício político-filosófico-cultural, falando do meu cansaço diário. Mas é que estou quase me encaixando na descrição da chamada síndrome de Burn Out. Nada mais me parece atraente, to cansado, exausto ao fim de cada dia, sem motivação. Parece que estou funcionando num piloto automático, um piloto automático ineficiente ainda por cima, tendo em vista que ando perdendo algumas atividades.
Bom... pelo menos falta apenas pouco mais de um mês para as magras férias de julho. Se forem pelo menos metade do que foram as de verão, tá ótimo. Mas daí começo a pensar nos anos seguintes, e já me vem à cabeça: as férias desse ano são as derradeiras, as ultimas ferias de 2 meses da minha vida. daí em diante, atividades na faculdade começam logo no período neonatal de janeiro, e depois disso é só mais sofrimento.
Mas ah, cada desgraça em seu tempo, certo? Cerveja. É de cerveja que eu preciso. E cerveja esse pobre estudante há de ter, em doses paquidérmicas, daqui dois alvoreceres.
Para compensá-los por esse post desabafacional e pra não dizer que não postei nada engraçado ou interessante, aí vai um vídeo que há tempos eu guardava pra postar, mas nunca encontrei contexto. Ironico, o quão descontextualizado ele está aqui, não?
Até!
p.s.: o pequeno Alfa manda bem pra caralho!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Moral, bons constumes e a caixa de Skinner
Fui acusado recentemente de estar numa cruzada contra a moral e os bons costumes cristãos ocidentais, e que o principal veículo dessa cruzada era esse periódico. Oras, vamos aos fatos:
O que eu tenho postado no que diz respeito à religião? Jesus Beer, Bible Fight, uma ou outra decisão polêmica do bispado acerca condutas de terceiros... e só. E em nenhuma dessas eu fui desrespeitoso em relação à coisa. Culpa minha se o humor consegue ser triplicado quando usa de maneira não convencional ícones tão sedimentados na nossa cultura, como, por exemplo, o líder hebraico conhecido como Jesus Cristo? É como fazer piada com a mãe: pode até ser sacanagem, mas é brincadeira.
Outra: minha postura, como dito, nao é desrespeitosa. Apenas direciono certa acidez aos apelos religiosos, e isso é reflexo da minha personalidade cética, como creio ser também o caso do trilobita.
Bom, tirando esse trecho direcionado, vamos à algo mais geral e enriquecedor. Recentemente li um texto de Dawkins (sim, ele mesmo), mas nao escrachando a religião. Ele só relata e analisa de forma breve os famosos experimentos de Skinner (o psicólogo pioneiro do estudo comportamental, não o chefe do Mulder e da Scully, nem o diretor do Springfield Primary School) e sua famigerada caixa. O texto é sim um pouco longo, mas nao é maçante. Digo então aos indispostos que leiam, terminarão antes que percebam e poderão refletir um pouco. Texto retirado do site Ceticismo Aberto, escrito originalmente por Richard Dawkins, composto de fragmentos extraídos do livro Desvendando o Arco-Iris
original em Sociedade dos Cientistas Mortos.
-A Caixa de Skinner
A nossa inclinação a descobrir significado e padrão na coincidência, quer haja um verdadeiro significado, quer não, faz parte de uma tendência mais geral de procurar padrões. Essa tendência é louvável e útil. Muitos eventos e características no mundo são realmente padronizados de uma forma não aleatória, sendo proveitoso para nós, e para os animais em geral, detectar esses padrões. A dificuldade é navegar entre detectar um padrão aparente onde não existe nenhum, e não detectar o padrão onde ele existe. Em grande parte, a ciência da estatística diz respeito a saber orientar-se nessa difícil rota. Todavia, muito antes que os modernos métodos estatísticos fossem formalizados, os humanos e até outros animais eram estatísticos intuitivos bastante bons. Entretanto, é fácil cometer erros em ambas as direções.
Não somos os únicos animais a procurar padrões estatísticos de não-aleatoriedade na natureza, e não somos os únicos animais a cometer erros do tipo que poderia ser chamado de supersticioso. Esses dois fatos são claramente demonstrados no aparelho chamado caixa de Skinner, em referência ao famoso psicólogo americano B. F. Skinner. Uma caixa de Skinner é um equipamento simples, mas versátil, para estudar geralmente a psicologia de um rato ou de uma pomba. É uma caixa com uma chave ou chaves introduzidas numa das paredes, as quais a pomba (por exemplo) pode operar dando bicadas. Há também um aparelho de alimentação (ou de recompensas) que é eletricamente operado. Os dois estão conectados de tal modo que a bicada da pomba tem alguma influência sobre o aparelho de alimentação. No caso mais simples, toda vez que a pomba dá uma bicada na chave, ela ganha comida. As pombas aprendem rapidamente a tarefa. O mesmo acontece com ratos e, em caixas de Skinner reforçadas e adequadamente aumentadas, com os porcos.
Sabemos que a ligação causal entre a bicada na chave e a alimentação é gerada por um aparelho elétrico, mas a pomba não sabe. No que diz respeito à pomba, dar uma bicada na chave bem que poderia ser uma dança da chuva. Além disso, a ligação pode ser um elo estatístico bem fraco. O aparelho pode ser preparado para que, em vez de cada bicada ser recompensada, apenas uma em dez bicadas receba recompensas. Isso pode significar literalmente a cada dez bicadas. Ou, com um arranjo diferente do aparelho, pode significar que em média uma em dez bicadas recebe recompensas, mas em qualquer dada ocasião o número exato de bicadas exigido é determinado aleatoriamente. Ou talvez haja um relógio que determina o décimo de tempo, em média, em que uma bicada vai conseguir recompensas, contudo é impossível dizer qual será esse décimo de tempo. As pombas e os ratos aprendem a pressionar chaves mesmo que, em nossa opinião, fosse preciso ser um bom estatístico para detectar a relação entre causa e efeito. Podem ser treinados para um programa em que apenas uma proporção muito pequena de bicadas seja recompensada. É interessante observar que os hábitos aprendidos quando as bicadas são apenas ocasionalmente recompensadas apresentam maior duração que os hábitos aprendidos quando todas as bicadas são recompensadas: a pomba é desencorajada menos rapidamente quando o mecanismo de recompensas é totalmente desligado. Isso faz sentido intuitivamente, se pensarmos a respeito.
As pombas e os ratos são, portanto, estatísticos muito bons, capazes de captar tênues leis estatísticas de padrões no seu mundo. É presumível que essa capacidade lhes traga vantagens na natureza, assim como na caixa de Skinner. As ações de um animal selvagem não raro são seguidas por recompensas, punições ou outros acontecimentos importantes. A relação entre causa e efeito freqüentemente não é absoluta, e sim estatística. Se um maçarico-de-bico-torto sonda a lama com seu bico longo e curvo, há uma certa probabilidade de que vá pegar uma minhoca. A relação entre os eventos de sondagem e os de encontrar minhocas é estatística, mas real. Toda uma escola de pesquisa sobre animais tem se desenvolvido em torno da assim chamada Teoria da Forragem Ótima (Optimal Foraging Theory). Os pássaros selvagens demonstram ter capacidades bastante sofisticadas de avaliar, estatisticamente, a relativa riqueza em alimentos de diferentes áreas e de dividir o seu tempo entre as áreas de acordo com essa avaliação.
De volta ao laboratório, Skinner fundou uma grande escola de pesquisa usando caixas de Skinner para todos os tipos de finalidades detalhadas. Depois, em 1948, ele tentou uma genial variante da técnica padrão. Cortou completamente o elo causal entre o comportamento e a recompensa. Preparou o aparelho para recompensar a pomba de tempos em tempos, não importava o que o pássaro fizesse. Agora, o que os pássaros precisavam realmente fazer era só pousar e esperar a recompensa. Mas na realidade, não foi isso o que fizeram. Pelo contrário, em seis dentre oito casos, eles desenvolveram - exatamente como se estivessem aprendendo um hábito recompensado - o que Skinner chamou de comportamento supersticioso. Em que isso precisamente consistia, variava de pomba para pomba. Um dos pássaros girava como um pião, dando duas ou três voltas no sentido anti-horário, no intervalo entre as recompensas. Outro pássaro repetidamente lançava a cabeça na direção de um determinado canto no alto da caixa. Um terceiro exibia um comportamento de atirar-se para o alto, como se estivesse levantando uma cortina invisível com a cabeça. Dois deles desenvolveram independentemente o hábito rítmico do "balanço do pêndulo", oscilando a cabeça e o corpo de um lado para o outro. Eventualmente, este último hábito deve ter se assemelhado bastante à dança de namoro de algumas aves-do-paraíso. Skinner usou a palavra superstição porque os pássaros se comportavam como se achassem que o seu movimento habitual tivesse uma influência causal sobre o mecanismo de recompensa, quando na verdade isso não ocorria. Era o equivalente da dança da chuva para as pombas.
Um hábito supersticioso, uma vez estabelecido, podia persistir por horas, muito tempo depois de o mecanismo de recompensa ter sido desligado. Entretanto, os hábitos não persistiam inalterados na forma. Num caso típico, o hábito supersticioso da pomba começou como um movimento brusco da cabeça da posição do meio para a esquerda. Com o passar do tempo, o movimento se tornou mais enérgico. Por fim, todo o corpo se movia na mesma direção, e as patas davam um ou dois passos para o lado. Depois de muitas horas de "variação topográfica", esses passos para a esquerda se tornaram a característica predominante do hábito. Os próprios hábitos supersticiosos podem ter se derivado do repertório natural da espécie, mas ainda é justo afirmar que executá-los nesse contexto, e executá-los repetidas vezes, não é natural para as pombas.
As pombas supersticiosas de Skinner estavam se comportando como estatísticos, mas estatísticos que tinham chegado à conclusões errôneas. Estavam alertas à possibilidade de ligações entre os acontecimentos no seu mundo, especialmente entre as recompensas que desejavam e as ações que tinham capacidade de empreender. Um hábito, como impelir a cabeça para o alto num canto da gaiola, começou por acaso. O pássaro realizava esse movimento minutos antes de o mecanismo de recompensa entrar em ação. É bastante compreensível que o pássaro tenha desenvolvido a hipótese expeculativa de que havia uma ligação entre os dois acontecimentos. Por isso, impeliu a cabeça para o canto mais uma vez. Sem dúvida, pela sorte do mecanismo de sincronização de Skinner, a recompensa apareceu de novo. Se o pássaro tivesse tentado o experimento de não impelir a cabeça para o canto, teria descoberto que receberia recompensa de qualquer modo. Mas teria sido necessário um estatístico melhor e mais cético do que muitos de nós, humanos, para tentar esse experimento.
Skinner compara as pombas com apostadores humanos que desenvolvem pequenos "tiques" da sorte ao jogar cartas. Esse tipo de comportamento é também um espetáculo familiar em uma pista de bocha. Depois que a bola grande de madeira deixou a mão do jogador, não há nada mais que ele possa fazer para estimulá-la a se mover em direção ao bolim, a bola-alvo. Ainda assim, jogadores experientes quase sempre correm atrás da bola de madeira, freqüentemente ainda na posição inclinada, torcendo e virando o corpo como se para dar instruções desesperadas à bola, agora indiferente, e muitas vezes repetindo palavras vãs de encorajamento. Uma máquina caça-níqueis em Las Vegas é nada mais que, nada menos, que uma caixa de Skinner. "Dar uma bicada na chave" não é representado apenas pelo ato de puxar a alavanca, mas também é claro, pelo de colocar dinheiro na fenda. É realmente um jogo de tolos, pois sabe-se que as probabilidades estão arrumadas a favor do cassino -- de que outro modo o cassino conseguiria pagar suas imensas contas de eletricidade? É determinado aleatoriamente se um dado puxão na alavanca vai produzir a sorte grande ou não. Uma receita perfeita para hábitos supersticiosos. Sem dúvida, observando jogadores aficionados de Las Vegas, vêem-se movimentos que lembram muito as pombas supersticiosas de Skinner. Alguns falam com a máquina. Outros lhe fazem sinais engraçados com os dedos, acariciam-na ou lhe dão palmadinhas com as mãos. Certa vez lhe deram palmadinhas, e ganharam a sorte grande, e disso jamais se esqueceram. Tenho observado aficionados de computador, impacientes à espera da resposta do servidor, comportando-se de modo semelhante, por exemplo, batendo no terminal com os nós dos dedos.
Como podemos saber quais são os padrões aparentes genuínos, e quais os aleatórios e sem significado? Existem métodos, e eles pertencem à ciência e ao projeto experimental.
Um erro chamado de "falso negativo", consiste em deixar de detectar um efeito quando ele realmente existe. Um erro "falso positivo", ao contrário, consiste em concluir que algo está realmente acontecendo, quando na verdade não existe nada senão aleatoriedade.
As pombas supersticiosas de Skinner cometiam erros falsos positivos. Não havia nenhum padrão em seu mundo que ligasse verdadeiramente as suas ações aos resultados do mecanismo de recompensa. Mas elas se comportavam como se tivessem detectado esse padrão. Uma pomba "achava" (ou se comportava como se achasse) que dar passos para a esquerda faria funcionar o mecanismo de recompensa. Outra "achava" que atirar a cabeça para um canto tinha o mesmo efeito benéfico. As duas estavam cometendo erros falso positivos. Um erro falso negativo é cometido por uma pomba que nunca percebe que dar uma bicada na chave produz alimentos se a luz vermelha estiver acesa, mas que uma bicada com a luz azul acesa causa uma punição, desligando o mecanismo por dez minutos. Há um padrão esperando por ser detectado no pequeno mundo da caixa de Skinner, porém nossa pomba não o detecta.
Um erro falso negativo é cometido por um agricultor que deixa de perceber que há no mundo um padrão relativo a adubar um campo para a subseqüente colheita daquele campo. Um erro falso positivo é cometido por um agricultor que pensa provocar chuva, oferecendo sacrifícios aos deuses. Na verdade, não há nenhum padrão no seu mundo, mas ele não descobre esse dado da realidade e persiste nos seus sacrifícios inúteis e devastadores. De vez em quando, por acaso chuvas se seguem a rituais, e esses raros lances de sorte ficam gravados na memória. Quando o ritual não é seguido por chuva, assume-se que algum detalhe deu errado na cerimônia, ou que os deuses estão zangados por alguma outra razão: é sempre fácil encontrar uma desculpa bastante plausível.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Summus 'Doomed'
'We're doomed', ou para os gênios: 'O nos misserum'
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Questão de lógica
pergunta: Sabe porque homens NUNCA ganham de uma mulher numa discussão?
resposta: porque homens tem a necessidade de fazer sentido em seus argumentos.
Depois da graça, desgraça: parece que isso nao vale pra parlamentares.
Deputados e senadores se revoltam contra restrições ao uso de passagens aéreas
entra as pérolas temos:
"Estou aqui querendo me referir a essa sanha violenta, intimidatória. Estou defendendo uma questão republicana. Os americanos têm direito à passagem? Têm. O parlamento americano tem cartão sem limite para a viagem do parlamentar. A França tem custos pagos pelo contribuinte francês? Tem. A Suécia tem? Tem. A Dinamarca tem? Tem. Todos os parlamentos têm. Isso falta ser explicado ao povo brasileiro" - by Ciro Gomes(PSB-CE).
"As decisões certamente foram tomadas em função da pressão popular"- by Marconi Perillo (PSDB-GO), vice-presidente da Casa.
"Há muitos parlamentares questionando, avaliando que a medida é hipócrita porque se sabe muito bem que o parlamentar ganha menos do que o parlamentar de qualquer outro lugar do mundo" - by José Aníbal (PSDB-SP)
Porque os outros tem, nós deveriamos ter também? Decisões tomadas de acordo com apelos populares são equivocadas? Ganham pouco? E a verba de gabinete? E o auxilio-terno? Ainda, o pobre parlamentar ainda vai ter SUAS passagens pagas, é ELE que precisa viajar. Quer que nós paguemos tbm passagem pra esposas, filhos, amantes e filhos ilegítimos? Ainda, diz isso como se eles dependessem do salário de parlamentar, como se já nao viessem de familais abastadas, como se nao fossem coronéis, como se nao tivessem nada, NADA, tirando seu honorário de servidor público.
fiquei até desinspirado pra um comentariozinho cretino no final do post. Até!
terça-feira, 7 de abril de 2009
Cultura Parental
Primeiramente, a definição: eu considero cultura parental aquela com a qual o infante tem contato desde cedo, por meio dos pais e/ou responsáveis. Músicas, filmes, séries, atividades lúdicas entre outros.
Definido o termo, vamos à discussão que desejo trazer: a análise da postura da criança/adolescente em relação à essa cultura. Vou me ater principalmente à musica na discussão, mas pincelarei alguns outros aspectos ao longo do texto.
Inicialmente, a criança nao tem como se esquivar dessas influências. Até os 6 ou 7 anos, no que diz respeito ao aspecto cultural, o pequeno é como um receptáculo pra toda informação cultural que os pais nela despejarem. O que pode causar efeitos 'desastrosos' para algumas pessoas ou 'hilárias' para outras, como podem ver no vídeo abaixo:
"Você viu o que ele falou pro padre, que ia queimar jesus!"
Daí, com o avanço da idade e estabelecimento de relações sociais extra-familiares, a criança começa a ter contato com outros tipos de influência além das parentais. Vai começar a ouvir rock, hip hop, tango, metal, seja lá o que for. E, quando filtrar e selecionar tudo isso, formará sua opinião própria, baseado no que é mais aceito no círculo do qual faz parte. Aí começa a rejeição da cultura parental.
É a época do "ah, isso é muito ruim, meu pai/mãe gostam disso", ou "isso é coisa de velho".
Então, com o amadurecimento e desprendimento desses grilhões sociais (coisas pelas quais nem todos passam, na verdade), o filho pródigo volta à casa, e abraça novamente a cultura parental, e adiciona à sua biblioteca de preferências, após certa seleção com certeza. Pode não fazer parte do seu dia-a-dia, mas ele não terá a repulsa que mostrou mais jovenzinho, e valorizará essa cultura.
Escutar aquelas músicas, que estão de certa maneira incrustradas no subconsiente, traz acalento ao coração, um bem estar quase inexplicável. Passei por isso recentemente, quando trombei sem querer com "Simon & Garfunkel" na internet, e depois procurei mais músicas, inclusive de outros intérpretes como Supertramp, Carpenters e Elvis.
E sim, eu gosto dessas 'músicas de pai'. Tanto que após certa idade, além de ouvir o que meus pais ouviam quando eu era mais novo, procurei outras bandas e intépretes da época. Mas isso nao acontece com todos. É incrivel como se vê muita gente hoje em dia, alguns inteligentes até, mas com uma ortodoxia musical (ou cultural em geral) fora do comum. Uma pena.
Bom, acho que é isso o que eu queria falar. Dêem opinioes, falem o que seus pais escutavam, se você gosta (ou não), me mandem tomar no cu, sei la, qualquer coisa.
Até!
sábado, 4 de abril de 2009
Filosofia Lúdica

(filosfia acerca da atividade lúdica, nao como atividade lúdica)
Bom, abro aqui esse post pois venho jogado muito warcraft essa semana, e pude notar alguns padrões de comportamento e pensamento que gostaria de analisar e compartilhar com vocês, meu fiéis leitores.
Primeiro, é bom dar uma idéia geral do jogo: a grosso modo, são dois times, com até 5jogadores cada. Cada jogador controla um personagem. O objetivo é destruir a base inimiga. No vai e vem de jogo, demora-se de 30 a 90 minutos até se acabar uma partida.
Agora, os problemas:
1- Pessoas que saem no meio do jogo. Isso acontece geralmente quando se está mal, morre-se muito e nao há muito o que perder, o jogador simplesmente sai do jogo. Enorme deselegância, pois ao entrar em um jogo, você está sinalizando que pode ficar o tempo de uma partida na frente do pc.
2- Jogadores RUINS que falam demais. Essa é tipica. Jogadores novatos ou burros mesmo, que estão fodendo com o time, geralmente pôe a culpa do fracasso em outros. Dá palpites no gameplay de outros, fica falando em 'all' coisas como 'aff, time lixo' ou 'assim nao dá, time noob'.
3- Jogadores BONS que falam demais. Mesma coisa acima, mudando o fato que eles nao fodem o jogo.
Ok. O objetivo de toda e qualquer atividade lúdica é a diversão, correto? Então porque diabos uma pessoa entra em um jogo coletivo, com o objetivo inicial de se divertir, se acaba se estressando, estressando outros, ficando bravinho e saindo do jogo, desrespeitando todos os que ficaram? Isso é algo que nao entra na minha cabeça. Seja construtivo. Dê incentivos. Tente melhorar a experiência do jogo, tanto pra você quanto para os outros.
Tento fazer isso toda e qualquer vez que jogo. Se tem um cara mal, dou sugestões, tento incentivar. Se o time ta bem, congratulações à rodo. Agora, nao pode uma pessoa fazer cagada que ja chove gente xingando.
A que podemos atribuir isso? Cultura dos jogadores? Sensação de prazer ao menosprezar o próximo? Ou pura ignorância?
Amigos meus dizem que fazem isso pra desestabilizar o outro time, pra deixá-los abalados e ter isso como vantagem. Tudo bem, ganhar é sempre bom, e como esse é o objetivo do jogo, pode ser considerado válido, embora eu nao o faça. Agora, vir com atitudes agressivas contra companheiros de time é irracional. Você se estressa, seu time se estressa, a diversão diminui.
Jogue qualquer coisa pra se divertir. Se for pra ficar estressado, vá socar uma bronha e deixe os outros em paz. A atividade fica sem sentido quando o fator diversão sai do quadro.
Tenho certeza que existem muitos outros fatores envolvidos, mas to com sono, precisando descansar pra estudar amanha, entao fico por aqui. E peço pra que complementem as idéias se algo lhes ocorrer. Até!
ps: alguns devem pensar "ah, esse cara é um imbecil. Aposto que é mto ruim, foi xingado e ta aí chorando nessa
segunda-feira, 30 de março de 2009
Getting old

Tanta coisa ja me passou pela cabeça: Oficial Aviador, Designer de Jogos, Professor, Pesquisador, Astrônomo, Engenheiro. E, feitas as minhas escolhas quando as tive de fazer, várias delas ficaram para trás, inalcançáveis ou muito difíceis pra uma pessoa com mais de 18 anos. Não que eu me desse necessariamente melhor em alguma delas do que estou me dando agora, mas saber que nao temos mais esse poder de escolha é assustador.
Mesmo fugindo um pouco à esse tipo de decisão, pra outras menos impactantes que escolha de carreira profissional, é estranho perceber que se está velho demais pra começar a fazer diversas coisas ou que, se você fizer, nunca será tao bom como seria se tivesse comçado em tenra juventude. Aprender a tocar algum instrumento, praticar decentemente algum esporte, escrever, desenhar, astronomia amadora, sei lá, qualquer coisa.
Bom, talvez isso esteja se passando pela minha cabeça porque estou começando a perceber que nao sou mais um moleque de 16 anos, que tenho responsabilidades, que nao sei mais qual é o jogo mais novo ou a banda descolada do momento.
Essa perda de 'potencial de diferenciação' é algo natural e temos que aprender a aproveitar ao melhor as oportunidades e o momento no qual estamos para minimizar os arrependimentos futuros (já que considero impossível eliminá-los), nao importando o quão pouco tempo você tem sobrando no dia-a-dia, nao importando o quão cansativa é a sua rotina. Engrandecimento pessoal, esse é o termo. Soa sim um tanto egóico, mas só com esse tipo de vaidade a pessoa se motiva pra tais feitos. E essa vaidade nao torna uma pessoa necessariamente em um
Bom, finalizo por aqui esse post sem motivo e maçante. Em minha defesa eu digo que é algo que estava reverberando em minha cabeça, e como o ultimo post já tem alguns dias, resolvi juntar o útil (nem tanto) ao agradável (menos ainda). Até a próxima!
terça-feira, 24 de março de 2009
Desculpas e a crise.
Daí, posso pensar em duas coisas: (i) faço falta nenhuma já que ninguém reclamou minha atuação; (ii) você s sentiram tanta minha falta que ficaram paralisados e nem conseguiram reclamar, coitados. Fico com a segunda.
Mas vejam, tenho uma boa desculpa: a crise!
Ela geralmente está sendo desculpa pra tudo. Desde demissões no ABC até aumento da prostituição infantil entre as rodovias do nordeste, passando pelo fim de vários casamentos da alta sociedade carioca. Então, tá ai! Sem prejuízo nenhum de significado.
Cientistas, se vocês esperavam um super post, foi mal. Estou com uma idéia na cabeça a algum tempo, mas ela não tem nada de fora do comum. Aqui vai:
Vi, uns tempos atrás, um pai pedir para a filha:
“Seja uma boa menina e vá buscar cerveja pro seu pai.”
Estava em uma festa de aniversário, o homenageado comemorava dois anos, a boa menina não passava dos 5.
Ele, o pai, tomava cerveja – tudo certo até ai – e poderia estar tendo a melhor conversa do mundo em sua mesa, o que seria uma boa desculpa para dizer que não podia buscar uma cerveja. A boa menina brincava, rodava, cantava, pulava, fazia o diabo. Se divertia, a pobre.
Ambos estavam tendo um ‘bom tempo’ – levando em consideração que o pai poderia estar tento a melhor conversa do mundo com aqueles parentes que nunca encontra e ao som de músicas da XUXA -, logo, estavam empatados, ocupando a seus modos os seus tempos. Mas como pensou o pai para achar que a sua filha deveria parar com o que estava fazendo e ir pegar uma cerveja?
Racionalidade? Não, ambos estavam ocupados.
Moralidade? Bem, no meu mundo, brincar é mais ‘certo’ que beber.
Egoísmo? Sim, pois não tem cabimento um homem levantar pra pegar cerveja sendo que tem uma criança ali por perto para fazer isso.
Aposto que ninguém naquela festa pensou em algo assim. Poucas pessoas gostam de ‘ler’ as representações de cada ação no nosso cotidiano e nesse caso de repressão.
Mais tarde quando alguém perguntar, como o filho de Fulano, homem tão bom, ficou assim!?
Ora, você mostrou como as coisas eram, ele só representou de modo menos velado que você.
ps: isso não significa que todo mundo que for pegar uma cerveja quando criança tornar-se-á um maníaco.
sábado, 7 de março de 2009
Por que não me falaram antes?

"Comissão vaticana considera "justa" excomunhão de médicos brasileiros"
É só isso que eu preciso fazer pra ser excomungado? E eu aqui quebrando a cabeça desde os 15 anos...

